terça-feira, 3 de agosto de 2010

A dor de um gotico.

Lágrimas depressivas




É assim todo o dia

O sol clareia brando

A lua suaviza meu pranto

Medito sobre minha vida vazia



Lágrimas de suplício

Lágrimas geladas...

Lágrimas desperdiçadas...

Tentando aliviar meu martírio



E eu odeio tudo isso

Odeio sentir essa tortura

Ser seguida por essa amargura

Até já tentei suicídio



Minha lamúria

Meu terror que queima minha alma

Minha mortificação que não me deixa ter calma

Minha eterna fúria



Lágrimas...

Lágrimas de dor

Lágrimas sem amor

Mágoas...



Tentei me afogar

Nessa lamentação inútil

Nesse lamento fútil

Na bruma que disfarça o mar



Mas isso não me protegeu

Só me trouxe mais aflição

Só trouxe minha crucificação

Mas isso não me abateu



Pois, assim como eu

Nesse mundo profano

Sufocado nesse desejo insano

Muita gente morreu...



Nessa imortal depressão